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10 fatos fascinantes sobre os neandertais
Posted: 19 May 2016 11:00 AM PDT
De todas as espécies de hominídeos extintas, os neandertais são provavelmente
os mais bem estudados. Várias descobertas foram feitas sobre nossos primos
distantes, que revolucionaram a forma como os vemos
A explicação matemática para uma pegadinha clássica
Posted: 19 May 2016 10:00 AM PDT
Por que é quase impossível prender entre os dedos uma nota de dinheiro que
está caindo através deles? A matemática tem a resposta.
Veja um diamante enorme de R$ 14 mil sendo esmagado em uma prensa
hidráulica
Posted: 19 May 2016 09:00 AM PDT
Diamantes podem ser as substâncias mais duras na natureza, mas não são
indestrutíveis, principalmente se você tiver a ferramenta certa
Surpresa: pessoas com sobrepeso vivem mais do que aquelas com peso
normal
Posted: 19 May 2016 08:00 AM PDT
Estudo gigantesco feito com 100 mil pessoas mostra que pessoas com sobrepeso
podem ter uma vida mais longa do que pessoas dentro de seus pesos ideais
Estresse e dietas malucas fazem jovens pararem de menstruar
Posted: 19 May 2016 07:00 AM PDT
Cada vez mais jovens entre 16 e 25 anos têm experimentado a perda do ciclo
menstrual. A amenorreia tem sido chamada de “doença da era moderna”, e pode ser
causada por estresse excessivo e dietas radicais
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Resultado de Loterias - CAIXA
De: "Loterias da CAIXA" <push@push.caixa.gov.br>
C A I X A E C � N O M I C A F E D E R A L - LOTERIAS
Conforme voc�
pediu, seguem os resultados das Loterias da Caixa.
Boa Sorte!
Caixa
Econ�mica Federal
D U P L A S E N A
--------------------
CONCURSO :
1494
DATA : 19/05/2016
1� SORTEIO:
N�MEROS SORTEADOS: (por ordem de
sorteio) 26 - 03 - 50 - 47 - 31 - 34
(por ordem crescente) 03 - 26 - 31 - 34
- 47 - 50
PREMIA��O:
N� de ganhadores: 0
Rateio do pr�mio: R$
0,00
VALOR ACUMULADO 1� SORTEIO: R$ 4.519.920,35
ESTIMATIVA DO PR�MIO
(DUPLASENA)*: R$ 4.800.000,00
*PARA O PR�XIMO CONCURSO, A SER REALIZADO
21/05/2016
2� SORTEIO:
N�MEROS SORTEADOS: (por ordem de sorteio) 20 - 46 -
48 - 29 - 22 - 40
(por ordem crescente) 20 - 22 - 29 - 40 - 46 -
48
PREMIA��O:
N� de ganhadores da Sena: 0
Rateio do pr�mio da Sena: R$
0,00
N� de ganhadores da Quina: 16
Rateio do pr�mio da Quina: R$
5.218,04
N� de ganhadores da Quadra: 922
Rateio do pr�mio da Quadra: R$
103,48
ARRECADA��O TOTAL: R$ 2.751.362,00
Q U I N
A
--------------------
Concurso : 4088
Data : 19/05/2016
N�MEROS
SORTEADOS: (por ordem de sorteio) 71 - 67 - 59 - 58 - 31
(por ordem
crescente) 31 - 58 - 59 - 67 - 71
VALOR ACUMULADO: R$ 1.704.499,45
VALOR
ACUMULADO PARA O SORTEIO ESPECIAL DE S�O JO�O: R$ 97.302.326,36
ESTIMATIVA DO
PR�MIO (QUINA)*: R$ 2.400.000,00
*PARA O PR�XIMO CONCURSO, A SER REALIZADO
20/05/2016
N� de Ganhadores (Quina) : 0
Rateio do Pr�mio (Quina) : R$
0,00
N� de Ganhadores (Quadra) : 24
Rateio do Pr�mio (Quadra) : R$
13.818,21
N� de Ganhadores (Terno) : 2971
Rateio do Pr�mio (Terno) : R$
167,85
N� de Ganhadores (Duque) : 85429
Rateio do Pr�mio (Duque) : R$
3,21
ARRECADA��O TOTAL: R$5.752.139,50
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Religião: A BÍBLIA - MAIOR FARSA INTRODUZIDA NA HUMANIDADE.
14:05 (Há 5 horas)
https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=2&ved=0ahUKEwi_0om3o-fMAhXEeSYKHbdhA3wQFggMMAE&url=http%3A%2F%2Fwww.raversingressos.tripod.com%2Fufu%2Fbiblia.html&usg=AFQjCNH95oKsUC_lF9xGE4_0KyfcpuiUQg&sig2=eL7KMqCuuNNfeE-UbwSBpQ
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Verdade ou mentira ?
Nós cremos na versão de inverdade divinal bíblica, não por poucas evidências,
mas por percepção evidente por estudos da história de sua aparição e pela sua
história que parece ter sido feita unicamente para dominar todo povo pela
religião e o medo de um castigo eterno, e toda essa farsa por razões políticas e
até hoje a historia é seguida fanaticamente por um número absurdo de pessoas em
todo mundo apenas por tradição! O problema é conseguirmos nos separar desta
crença que aprendemos desde que nascemos.
A história do menino chamado Jesus
pode ter sido bem outra, já parou para pensar nisto? Está escrito que ele disse:
Crescei e multiplicaivos, então porque ele mesmo não se casou? Será que
realmente não casou ?
Veja abaixo mais detalhes:
Provando que a Bíblia é
Repulsiva:
Resposta às críticas feitas:
Se Seguirmos as Leis da Biblia,
Veja como Seria Covarde a "Justiça" deste Livro "sagrado" (Cuidado Cenas
Fortes):
Nenhum Livro que já Apoiou esse Tipo de Atitude, não Pode Vir de um
Deus de Amor ! Veja abaixo as cenas:
Quem escreveu a Bíblia?
A história de
Deus foi escrita pelos homens. Mas quem é o autor do livro mais influente de
todos os tempos ? As respostas são surpreendentes - e vão mudar sua maneira de
ver as Escrituras.
Revista Super interessante, Edição 259 - DEZ / 2008 -
Texto: José Francisco Botelho
Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do
século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou uma pena, nanquim e
folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história
mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito.
Era tão forte, mas tão
forte, que virou uma obsessão. Durante os 1000 Anos seguintes, outras pessoas
continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se
tornar o maior best seller de todos os tempos - a Bíblia. Ela apresentou uma
teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do
cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte - sem a
Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da
Vinci - e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o
livre-arbítrio. Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a
humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o
enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser
levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados? A resposta
tradicional você já conhece: segundo a tradição judaico-cristã, o autor da
Bíblia é o próprio Todo Poderoso. E ponto final. Mas a verdade é um pouco mais
complexa que isso.
A Própria Igreja admite que a revelação divina só veio até
nós por meio de mãos humanas. A palavra do Senhor é sagrada, mas foi escrita por
reles mortais. Como não sobraram vestígios nem evidências concretas da maioria
deles, a chave para encontrá-los está na própria Bíblia. Mas ela não é um
simples livro: Imagine as escrituras como uma biblioteca inteira, que guarda
textos montados pelo tempo, pela história e pela fé. Aliás, o termo "Bíblia",
que usamos no singular, vem do plural grego ta biblia ta hagia - "os livros
sagrados". A tradição religiosa sempre sustentou que cada livro bíblico foi
escrito por um autor claramente identificável. Os cinco primeiros livros do
Antigo Testamento (que no judaísmo se chamam Torá e no catolicismo Pentateuco)
teriam sido escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C. Os Salmos seriam
obra do rei Davi, o autor de Juízes seria o profeta Samuel, e assim por diante.
Hoje a maioria dos estudiosos acredita que os livros sagrados foram um trabalho
coletivo. E há uma boa explicação para isso.
As histórias da Bíblia, derivam
de lendas surgidas na chamada Terra de Canaã, que hoje corresponde a Líbano,
Palestina, Israel e pedaços da Jordânia, do Egito e da Síria. Durante séculos
acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da
arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas
uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos - os hebreus eram apenas
uma entre muitas tribos que andavam por ali. Por isso, sua cultura e seus
escritos foram fortemente influenciadas por vizinhos como os cananeus, que
viviam ali desde o ano 5.000 a.C. E eles não foram os únicos a influenciar as
histórias do livro sagrado.
As raízes da árvore bíblica remontam aos
sumérios, antigos habitantes do atual Iraque, que no 3º milênio a.C. escreveram
a Epopéia de Gilgamesh. Essa história, protagonizada por Gilgamesh, menciona uma
enchente que devasta o mundo (e das qual algumas pessoas se salvam construindo
um barco). Notou semelhanças com a Bíblia e seus textos sobre o dilúvio, a arca
de Noé, o fato de Cristo ser humano e divino ao mesmo tempo? Não é mera
coincidência. "A Bíblia era uma obra aberta, com influência de muitas culturas",
afirma o especialista em história antiga Anderson Zalewsky Vargas, da
UFRGS.
Foi entre os séculos 10 e 9 a.C. que os escritores hebreus começaram a
colocar essa sopa multicultural no papel. Isso aconteceu após o reinado de Davi,
que teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do
ano 1000 a.C. A primeira versão das Escrituras foi redigida na época e
corresponde a maior parte do que hoje são o Gênesis e o Êxodo. Nesses livros, o
tema principal é a relação passional (e ás vezes conflituosas) entre Deus e os
homens. Só que, logo no começo da Beeblia, já existiu uma divergência sobre o
papel do homem e do Senhor na história toda. Isso porque o personagem principal,
Deus, é tratado por dois nomes diferentes.
Em alguns trechos ele é chamado
pelo nome próprio, Yahweh - traduzido em português como Javé o Jeová. É um
tratamento informal, como se o autor fosse íntimo de Deus. Em outros pontos, o
Todo-Poderoso é chama de Elohim, um título respeitoso e distante (que pode ser
traduzido simplesmente como "Deus"). Como se explica isso? Para os
fundamentalistas, não tem conversa: Moisés escreveu tudo sozinho e usou dois
nomes simplesmente porque quis. Só que um trecho desse texto narra a morte do
próprio Moisés. Isso indica que ele não é o único autor. Os historiadores e a
maioria dos religiosos aceitam outra teoria: esses textos tiveram pelo menos
outros dois editores.
Acredita-se que os trechos que falam de Javé sejam os
mais antigos, escritos numa época em que a religiosidade era menos formal. Eles
contêm uma passagem reveladora: antes da criação do mundo, "Yahweh não derramara
chuva sobre a terra, e nem havia o homem para lavrar o solo", indica que, na
primeira versão da Bíblia, o homem não era apenas mais uma criação de Deus - ele
desempenha um papel ativo e fundamental na história toda. "Nesse relato, o homem
é co-criador do mundo", diz o teólogo Humberto Gonçalves, do Centro Ecumênico de
Estudos Bíblicos, no Rio Grande do Sul.
Pelo nome que usa para se referir a
Deus (Javé), o autor desses trechos foi apelidado de Javista. Já o outro autor,
que teria vivido por volta de 850 a.C., é apelidado de Eloísta. Mais sisudo e
religioso, ele compôs uma narrativa bastante diferente. Ao contrário do
Deus-Javé, que fez o mundo num único dia, o Deus-Elohim levou 6 (e descansou no
7º). Nessa história, a criação é um ato exclusivo de Deus, e o homem surge
apenas no 6º dia, junto aos animais.
Tempos mais tarde, os dois relatos foram
misturados por editores anônimos - e a narrativa do Eloísta, mais comportada,
foi parar no início das escrituras. Começando por aquela frase incrivelmente
simples e poderosa, notória até entre quem nunca leu a Bíblia: "E, no início,
Deus criou o céu e a terra..."
Em 589 a.C., Jerusalém foi arrasada pelo
babilônios, e grande parte da população foi aprisionada e levada para o atual
Iraque. Décadas depois, os hebreus foram libertados por Ciro, senhor do Império
Persa - um conquistador "esclarecido", que tinha tolerância religiosa. Aos
poucos, os
hebreus retornaram a Canaã - mas com sua fé transformada. Agora o
sacerdotes judaícos rejeitavam o politeísmo e diziam que Javé era o único e
absoluto Deus do Universo.
"O monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os
persas - a religião deles, o masdeísmo, pregava a existência de um Deus bondoso,
Ahura Mazda, em constante combate com um Deus maligno, Arimã. Essa noção se
reflete até na idéia cristã de um combate entre Deus e o Diabo", afirma
Zalewsky, da UFRGS.
A versão final do Pentateuco surgiu por volta de 389 a.C.
Nessa época, um religioso chamado Esdras liderou um grupo de sacerdotes que
mudaram radicalmente o judaísmo - a começar por suas escrituras. eles editaram
os livros anteriores e escreveram a maior parte dos livros Deuteronômio,
Números, Levítico e também um dos pontos altos da Bíblia: Os 10
Mandamentos.
Além de afirmar o monoteísmo sem sombra de dúvidas ("Amarás a
Deus acima de todas as coisas" é o primeiro mandamento), a reforma conduzida por
Esdras impunha leis religiosas bem rígidas, como a proibição de casamento entre
hebreus e não hebreus. Algumas das leis encontradas no Levítico se assemelham à
ética moderna dos direitos humanos: se um estrangeiro vier morar convosco, não o
maltrates. Ama-o como se fosse um de vós".
Outras passagens, no entanto,
descrevem um Senhor belicoso, vingativo e sanguinário, que ordena o extermínio
de cidades inteiras - mulheres e crianças incluídas. "Se a religião prega
compaixão, porque os textos sagrados têm tanto ódio?", pergunta a historiadora
americana Karen Armstrong, autora de um novo e provocativo estudo sobre a
Bíblia. Para os especialistas, a violência do Antigo Testamento é fruto dos
séculos de guerra com os assírios e os babilônios. Os autores do livro sagrado
foram influenciados por essa atmosfera de ódio, e daí surgiram as histórias em
que Deus se mostra bastante violento e até cruel. Os redatores da Bíblia estavam
extravasando sua angústia.
Por volta do ano 200 a.C., o cânone (conjunto de
livros sagrados) hebraico já estava finalizado e começou a se alastrar pelo
Oriente Médio.
A primeira tradução completa do Antigo Testamento é dessa
época. Ela foi feita a mando do rei Ptolomeu 2º em Alexandria, no Egito, grande
centro cultural da época. Segundo uma lenda, essa tradução (de hebraico para
grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso é conhecido como
Septuaginta. Além da tradução grega, também surgiram versões do Antigo
Testamento no idioma aramaico - que era uma espécie de língua franca do Oriente
Médio naquela época.
Dois séculos mais tarde, a Bíblia em aramaico estava
bombando: Ela era a mais lida na Judéia, na Samária e na Galiléia (Províncias
que formam os atuais territórios de Israel e da Palestina). Foi aí que um jovem
judeu, grande personagem desta história, começou a se destacar. Como Sócrates,
Buda, e outros pensadores que mudaram o mundo, Jesus de Nazaré nada deixou por
escrito - os primeiros textos sobre ele foram produzidos décadas após sua
morte.
E o cristianismo já nasceu perseguido: Por se recusarem a cultuar os
Deuses oficiais, os cristãos eram considerados subversivos pelo Império Romano,
que dominava boa parte do Oriente Médio desde o século 1 a.C. Foi nesse clima de
medo que os cristãos passaram a colocar no papel as histórias de Jesus, que
circulavam em aramaico e também em coiné - um dialeto grego falado pelos mais
pobres. "Os cristãos queriam compreender suas origens e debater seus problemas
de identidade", diz o teólogo Paulo Nogueira, da Universidade Metodista de São
Paulo. Para fazer isso, criaram um novo gênero literário: o evengelho. Esse
termo, que vem do grego evangélion ("boa nova"), é um tipo de narrativa
religiosa contando os milagres, os ensinamentos e a vida do Messias.
A
maioria dos evangelhos escritos nos séculos 1 e 2 desapareceu. Naquela época um
"livro" era um amontoado de papiros avulsos, enrolados na forma de pergaminho,
podendo ser facilmente extraviados e perdidos. Mas alguns evangelhos foram
copiados e recopiados à mão, por membros da Igreja. Até que, por volta do século
4, tomaram o formato de códice - um conjunto de folhas de couro encadernadas,
ancestral do livro moderno. O problema é que, a essa altura do campeonato,
gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos
originais - seja por descuido, seja de propósito. "Muitos erros foram feitos nas
cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais
erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão", afirma o
padre e teólogo Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás. Quer ver um
exemplo ?
Sabe aquela famosa cena em que Jesus salva uma adúltera prestes a
ser apedrejada ? De acordo com especialistas, esse trecho foi inserido no
evangelho de João por algum escriba, por volta do século 3. Isso porque, na
época, o cristianismo estava cortando seu cordão umbilical com o judaísmo. E
apedrejar adúlteras é uma das leis que os sacerdotes - escritores judeus haviam
colocado no Pentateuco. A introdução da cena em que Jesus salva a adúltera passa
a idéia de que os ensinamentos de Cristo haviam superado a Torá - e, portanto,
os cristãos já não precisavam respeitar ao pé da letra todos os ensinamentos
judeus.
A julgar pelo último livro da Bíblia cristã o Apocalipse (que
descreve o fim do mundo), o receio de ter suas narrativas "editadas" era comum
entre os autores do Novo Testamento. No versículo 18 Lê - se uma terrível
ameaça: "Se alguém fizer acréscimos às páginas deste livro, Deus o castigará com
as pragas descritas aqui". Essa ameaça reflete bem o clima dos primeiros séculos
do cristianismo: Uma verdadeira baderna teológica, com montes de seitas
defendendo ideias diferentes sobre Deus e o Messias. A seita dos docetas, por
exemplo, acreditava que Jesus não teve um corpo físico. Ele seria um espírito, e
sua crucificação e morte não passariam - literalmente - de ilusão de ótica. Já
os ebionistas acreditavam que Jesus não nascera Filho de Deus, mas fora adotado,
já adulto, pelo Senhor. A primeira tentativa de organizar esse caos das
Escrituras ocorreu por volta de 142 - e o responsável não foi um clérigo, mas um
rico comerciante de navios chamado Marcião.
A Bíblia segundo Marcião
Ele
nasceu na atual Turquia, foi para Roma, converteu-se ao cristianismo, virou um
teólogo influente e resolveu montar sua própria seleção de textos sagrados. A
Bíblia de Marcião era bem diferente da que conhecemos hoje. Isso porque ele
simpatizava com uma seita cristã hoje desaparecida, o Gnosticismo. Para os
Gnósticos, o Deus do Velho Testamento não era o mesmo que enviara Jesus - na
verdade, as duas divindades seriam inimigas mortais. O Deus hebraico era
monstruoso e sanguinário, e controlava apenas o mundo material. Já o universo
espiritual seria dominado por um Deus bondoso, o pai de Jesus. A Bíblia editada
por Marcião continha apenas o Evangelho de João, 11 cartas de Paulo e nenhuma
página do Velho Testamento. Se as idéias de Marcião tivessem triunfado, hoje as
histórias de Adão e Eva no Paraíso, a arca de Noé e a travessia do mar Vermelho
não fariam parte da cultura ocidental. Mas, por volta de 170, o Gnosticismo foi
declarado proibido pelas autoridades eclesiásticas, e o primeiro editor da
Bíblia cristã acabou excomungado.
Roma, até então pior inimiga dos cristãos,
ia se rendendo à nova fé. Em 313, o imperador romano Constantino se aliou à
Igreja. Ele pretendia usar a força crescente da nova religião para fortalecer
seu império. Para isso, no entanto, precisava de uma fé una e sólida. A pressão
de Constantino levou os mais influentes bispos cristãos a se reunirem no
Concílio de Nicéia, em 325 para colocar ordem na casa de Deus. Ali, surgiu o
cânone do cristianismo - a lista oficial de livros que, segundo a Igreja,
realmente haviam sido inspirados por Deus.
"A escolha também era política. Um
grupo afirmou seu poder e autoridade sobre os outros", diz o padre Luigi. Esse
grupo era dos cristãos apostólicos, que ganharam poder ao se aliar ao Império
Romano. Os apostólicos eram, por assim dizer, "partido do governo". E por isso
definiram o que iria entrar, ou ser eliminado, das Escrituras.
Eles
escolheram os evengelhos de Marcos , Mateus, Lucas e João para representar a
biografia oficial de Cristo, enquanto as invenções dos docetas os ebionistas e
de outras seitas foram excluídas, e seus autores declarados hereges. Os textos
excluídos do cânone ganharam o nome de "apócrifos" - palavra que vem do Grego
apocrypha, "o que foi ocultado". A maioria dos apócrifos se perdeu - afinal de
contas os escribas da igreja não estavam interessados em recopiá-los para a
posteridade. Mas, com o surgimento da arqueologia, no século 19, pedaços desses
textos foram encontrados nas areias do Oriente Médio. É o caso de um polêmico
texto encontrado em 1886 no Egito. Ele é assinado por uma certa "Maria" que
muitos acreditam ser a Madalena, discípula de Jesus, presente em vários trechos
do Novo Testamento. O evangelho atribuído a ela é bem feminista: Madalena é
descrita como uma figura tão importante quanto Pedro e os outros apóstolos. Nos
primórdios do cristianismo, as mulheres eram aceitas no clero - e eram,
inclusive consideradas capazes de fazer profecias. Foi só no século 3 que o
sacerdócio virou monopólio masculino, o que explicaria a censura da apóstola e
seu testemunho. Aliás, tudo indica que Madalena não foi prostituta - idéia que
teria surgido por um erro na interpretação do livro sagrado. No ano 591, o papa
Gregório fez um sermão dizendo que Madalena e outra mulher também citada nas
Escrituras e essa sim ex-pecadora, na verdade seriam a mesma pessoa (em 1967 o
vaticano desfez o equívoco, limpando a reputação de Maria).
Na evolução da
Bíblia, foram aparecendo vários trexos machistas - e suspeitos. É o caso de uma
passagem atribuída ao apóstolo Paulo: "A mulher aprenda (...) com toda a
sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem
(...) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva". É provável que Paulo
jamais tenha escrito essas palavras - porque, na época em que ele viveu, o
cristianismo não pregava a submissão da mulher. Acredita-se que essa parte tenha
sido adicionada por algum escriba por volta do século 2.
Após a conversão do
imperador Constantino, o eixo do cristianismo se deslocou do Oriente Médio para
Roma. Só que, para completar a romanização da fé, faltava um passo: traduzir a
palavra de Deus para o latim. A missão coube ao teólogo Eusebius Hyeronimus, que
mais tarde viria a ser canonizado com o nome de São Jerônimo. Sob ordens do papa
Damaso, ele viajou a Jerusalém em 406 para aprender hebraico e traduzir o Antigo
e o Novo Testamento. Não foi nada fácil: o trabalho durou 17 anos.
Daí saiu a
Vulgata, a Bíblia latina, que até hoje é o texto oficial da Igreja Católica.
Essa é a Bílbia que todo mundo conhece. "A Vulgata foi o alicerce da Igreja no
Ocidente.", explica o padre Luigi. Ela é tão influente, mas tão influente, que
até seus erros de tradução se tornaram clássicos. Ao traduzir uma passagem do
Êxodo que descreve o semblante do profeta Moisés, São Jerônimo escreveu em
latim: cornuta esse facies sua, ou seja, "Sua face tinha chifres". Esse detalhe
esquisito foi levado a sério por artistas como Michelangelo - sua famosa
escultura representando Moisés, hoje exposta no Vaticano, está ornada com dois
belos corninhos. Tudo porque Jerônimo tropeçou na palavra hebraica karan, que
pode significar tanto "chifre" quanto "raio de luz". A tradução correta está na
Septuaginta: o profeta tinha o rosto iluminado, e não chifrudo. Apesar de erros
como esse, a Vulgata reinou absoluta ao longo da Idade Média - durante séculos,
não houve outras traduções.
O único jeito de disseminar o livro sagrado era
copiá-lo à mão, tarefa realizada pelos monges copistas. Eles raramente saiam dos
mosteiros e passavam a vida copiando e catalogando manuscritos antigos. Só que,
às vezes também se metiam a fazer o papel de autores.
Após a queda o Império
Romano, grande parte da literatura da Antiguidade Grega e Romana se perdeu - foi
graças ao trabalho dos monges copistas que livros como a Ilíada e a Odisséia
chegaram até nós. Mas alguns deles eram meio malandros: costumavam interpolar
textos nas Escrituras Sagradas para agradar reis e imperadores. No século 15 por
exemplo, monges espanhóis trocaram o termo "babilônios" por "infiéis" no texto
do Antigo Testamento - um truque para atacar os muçulmanos, que disputavam com
os espanhóis a posse da península Ibérica.
Escrituras em série
Tudo isso
mudou após a invenção da imprensa, em 1455. Agora ninguém mais dependia dos
copistas para multiplicar os exemplares da Bíblia. Por isso o grande foco de
mudanças no texto sagrado passou a ser outro: as traduções.
Em 1522, o pastor
Martinho Lutero usou a imprensa para divulgar em massa sua tradução da Bíblia,
que tinha feito direto do hebraico e grego para o alemão. Era a primeira vez que
o texto sagrado era vertido numa língua moderna - e a nova versão trouxe várias
mudanças, que provocaram a Igreja. Logo depois um britânico, William Tyndale,
ousou traduzir a Bíblia para o inglês. No Novo Testamento, ele traduziu a
palavra ecclesia por "congregação", em vez de "igreja", o termo preferido pelas
traduções católicas. A mudança nessa palavrinha era um desafio ao poder dos
papas: como era protestante, Tyndale tinha suas diferenças com a Igreja.
Resultado? Ele foi queimado como herege em 1536. Mas até hoje seu trabalho é
referência para as versões inglesas do livro sagrado.
A Bíblia chegou ao
nosso idioma em 1753 - quando foi publicada sua primeira tradução completa para
o português, feita pelo protestante João Ferreira de Almeida. Hoje, a tradução
considerada oficial é feita pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB) e lançada em 2001. Ela é considerada mais simples e coloquial que as
traduções anteriores. De lá pra cá, a Bíblia ganhou o mundo e as línguas. Já foi
vertida para mais de 300 idiomas e continua um dos livros mais influentes do
mundo: todos os anos, são publicadas 11 milhões de cópias do texto integral e 14
milhões só do Novo Testamento.
Depois de tantos séculos de versões e
contraversões, ainda não há consenso sobre a forma certa de traduzi-la. Alguns
buscam traduções mais próximas do sentido e da época original - como as
passagens traduzidas do hebraico pelo linguista David Rosenberg na obra O Livro
de J, de 1990. Outros acham que a Bíblia deve ser modernizada para atrair
leitores. O linguista Eugene Nida, que verteu a Bíblia na década de 1960, chegou
ao extremo de traduzir a palavra "Sestércios" a antiga moeda romana, por
"dólares". Em 2008, duas versões igualmente ousadas estão agitando as
Escrituras: a Green Bible ("Bíblia Verde", ainda sem versão em português), que
destaca mil passagens relacionadas à ecologia - como o momento em que Jó fala
sobre os animais - , e a Bible Illuminated ("Bíblia Iluminada", em inglês) com
design ultramoderno e fotos de celebridades como Nelson Mandela e Angelina
Jolie.
A Bíblia se transforma, mas uma coisa não muda: cada pessoa, ou grupo
de pessoas, a interpreta de uma maneira diferente - ás vezes, com propósitos
equivocados. Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o
ensino da Teoria da Evolução na escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja
aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950. Líderes como o pastor Jerry
Falwell defendem o retorno da escravidão e o apedrejamento de adúlteros, e no
Oriente Médio rabinos extremistas usam trechos da Torá para justificar a
ocupação de terras árabes. Por quê? Porque está na Bíblia, dizem os radicais.
Não é nada disso. Hoje, os principais estudiosos afirmam que a Bíblia não deve
ser lida como um manual de regras literais - e sim como o relato da jornada,
tortuosa e cheia de percalços, do ser humano em busca de Deus. Porque esse é,
afinal, o verdadeiro sentido dessa árvore de histórias regada há 3 mil anos por
centenas de mãos, cabeças e corações humanos: a crença num sentido transcendente
de existência.
FIM DA
MATÉRIA.
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Nossa
Opinião
Analisando historicamente, a Bíblia é uma seleção de escritos (que
não estão nem ordenados cronologicamente) do grupo que conseguiu impor sua visão
de Deus, uma elite que acreditava num Deus único e impôs sua religiosidade para
o restante da população.
De que forma esse processo de seleção pode ser
considerado divino e definitivo? Como poderia um conclave formado por homens
decidir infalivelmente que alguns escritos pertenciam a Bíblia e outros não, se
não existe coerência nenhuma entre os Evangelhos??? Quanto mais se estudam os
Evangelhos, mais claras se tornam as contradições entre eles.
Em relação a
definição da personalidade de Jesus, no Evangelho de Lucas diz que "Jesus é um
salvador humilde como um cordeiro"; no Evangelho de Mateus já diz que Jesus é um
majestoso e poderoso soberano que veio "trazer a espada e não a paz".
Em
relação a origem e seu nascimento, Mateus diz que Jesus era um aristocrata, se
não um rei legítimo e de direito, descendente de Davi, via Salomão. Já em Marcos
surge a lenda do pobre carpinteiro. Em Lucas embora Jesus fosse descendente da
casa de Davi, era de uma classe menos elevada.
É só ler os Evangelhos e fazer
uma comparação, não concordam entre si nem mesmo em relação à data da
crucificação de Jesus.
Tomamos como nossas, as palavras de Henry Lincoln:
Qual evangelho estaria CORRETO? Qual estaria ERRADO? Ou AMBOS estão
errados?
“O livro do Apocalipse”, deve ter sido colocado por último de forma
intencional, servindo como ameaça para que ninguém resolvesse acrescentar mais
nada à Bíblia. Com tantas mãos mexendo nos textos, não é de admirar que até os
livros da biblioteca sagrada não sejam ordenados cronologicamente.
“Uma coisa
é o que as pessoas que estavam escrevendo gostariam que fosse, Outra coisa é o
que existiu na realidade”.
Vivemos eternamente sob uma Comunicação Parcial,
uma comunicação incompleta; informação não-formativa; não-transformativa; MAS
CONFORMATIVA!!! Essa é a Cultura de Massa!
A bíblia é um livro tão antigo e
tão dados a confiança de todos não é verdade? Ela é considerada pela sociedade
de vários países e por milhares de pessoas no mundo como um livro sagrado. Até o
nosso calendário é calculado através da morte de Cristo, porém, quantas provas
físicas temos disso tudo? Quantos documentos verdadeiros e acessíveis temos no
mundo todo em relação ao que se diz na bíblia?
Pois é, neste caso, as
respostas ficam difíceis de serem respondidas. Agora, só mais um pergunta.
Quantas vezes você leu de fato a bíblia? Você já reparou como é o temperamento
de Deus em todo o Velho Testamento? Bom, neste caso temos que por em xeque o que
pensamos e esperamos de deus, por que no caso da bíblia, o deus lá retratado é
um deus ciumento, rancoroso, preconceituoso e extremanete autoritarista. É um
ser que não perdoa, que acha que a mulher é um lixo, que gosta de sacrifícios de
animais para seu belprazer, que não se importa com seus subordinados e que
oferece ao seus seguidores muitas terras, ouro, animais e descendência em vez de
oferecer sabedoria, paz espiritual, elevação, amor, enfim, o não palpável, mas
que nos é essencial para que possamos conseguir todas as outras coisas, e que
com essas coisas, as outras se tornam supérfluas.
Analisando toda essa
ideologia, podemos concluir que a bíblia nada fala sobre espiritualidade de
fato. Agora pense, como o povo deste deus poderia espalhar o amor e só ter bons
sentimentos se o seu criador é cheio de vingança, autoritarismo, ciúme,
etc?
A bíblia mesma diz: "... E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem e
semelhança...". Isso significa que temos os mesmos sentimentos que ele
instintivamente. E não há desculpas, pois Jesus disse que havia vindo ab-rogar
as leis de deus e sim cumpri-las.
Agora reflita, quem mais se parece com
você? O deus bíblico com sede de vingança, ciumento possessivo, autoritarista ou
você realemte crê no amor, na solidariedade, na empatia e na semelhança de todos
os seres?
Se você acha que está mais para a 2ª opção, você de fato se
encontrará aqui, pois nós acreditamos somente na verdade e que todos somos
iguais, com defeitos e diversas qualidades, porém cada um com suas habilidades
pessoais diferenciadas, porém ninguém nem nada é melhor que ninguém e todos
temos nossa porção Divinal em Nós!
Muitos alegam que as coisas cruéis que os
"santos" faziam em nome de deus que relata o antigo testamento foi passado, e as
leis do velho testamento não servem para nossos dias.
Pergunto eu então:
Porque a Lei do Dizimo que é do Velho Testamento as igrejas afirmam que deve ser
seguida em nossos dias?
Conveniência e hipocrisia eu respondo!
Agora vocês
julguem por vocês mesmos !
Estamos esperando Vocês, Deuses Verdadeiros entre
Nós!
* União Filosófica Universal *
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